Sexta, 01 Agosto 2008 12:32
A CátedraJaime Cortesão, entidade ligada à Universidade de São Paulo (USP), já enviou emseis anos cerca de 70 alunos de diversas universidades brasileiras pararealizar pesquisas nos arquivos lusos com o apoio do Instituto Camões (IC).
«Actualmente,temos quatro estudantes brasileiros a realizar investigações em arquivosportugueses e espero que, até Fevereiro de 2009, outros 13 alunos estejam emPortugal para dar continuidade às suas pesquisas», disse à Agência Lusa VeraLúcia Amaral Ferlini, presidente da Cátedra Jaime Cortesão.
A entidadedesenvolve actividades de investigação sobre o Império Português - entre osséculo XV e XIX, com destaque na região Atlântica - e estendeu recentemente oleque de pesquisas para a História Medieval e Contemporânea de Portugal.
Criada em1991, através de um acordo entre a USP e o Governo português, a Cátedra JaimeCortesão reúne actualmente 40 professores e cerca de 120 alunos de todo oBrasil.
Em 1999, a entidade passou aestar vinculada ao Departamento de História e Letras Vernáculas da Faculdade deFilosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, sofreu uma reformulaçãoinstitucional e reatou o convénio com o Instituto Camões, que fora suspenso em1997.
«OInstituto Camões foi fundamental na criação da Cátedra e ainda nos apoiafinanceiramente. São cerca de 30 mil euros anuais, sendo 50 por cento dessaverba destinada ao envio dos jovens investigadores a Portugal», disse ahistoriadora, acrescentando que outras instituições contribuem com a entidade,além da própria Universidade de São Paulo.
A Cátedraoferece aos investigadores uma bolsa de auxílio de 700 euros por mês, comduração máxima de dois meses.
EmPortugal, as universidades de Lisboa, Nova de Lisboa, do Porto, Évora, Coimbrae a Técnica de Lisboa são alguns dos parceiros do órgão brasileiro.
A Cátedratem também um papel importante na formação de professores na História e Culturade Portugal, pois está ligada directamente nos cursos de graduação epós-graduação do departamento de História e Letras Vernáculas da FFLCH da USP.
«Todos osanos, dois professores portugueses vêm à Universidade de São Paulo para daraulas. No próximo semestre, já temos a participação nos nossos cursos daprofessora Maria Leonor Freire Costa, do departamento de Ciências Sociais do ISEG,da Universidade Técnica de Lisboa», informou a presidente da Cátedra, quetambém se encontra em Lisboa para reuniões de trabalho no Instituto Camões.
Segundo ahistoriadora, o instituto português também está a fazer a ponte entre a Cátedrae a Universidade de Bolonha, em Itália, para uma futura parceria em estudos einvestigação neocoloniais.
«OInstituto Camões também se comprometeu a enviar todas as publicações que são deinteresse da Cátedra, o que vai contribuir imenso com o nosso acervo bibliográfico»,concluiu a historiadora, que também é Professora Doutora do Departamento deHistória da USP.
A Cátedratambém agrega uma biblioteca com cerca de 4.000 livros, o Centro deDocumentação sobre o Atlântico (CENDA) e o Laboratório de Estudos de CartografiaHistórica (LECH) e promove ainda seminários, palestras, fóruns e colóquiossobre os temas pertinentes à sua área de estudo.
Dentro doseu projecto editorial, mantém a Colecção Jaime Cortesão, que visa a publicaçãode teses, estudos e ensaios referentes a temas da cultura, da história e dasociedade no mundo lusófono.
Lusa





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