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Bucareste
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O Centro de Língua Portuguesa - Instituto Camões em Bucareste
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No dia 9 de Abril de 2001 foi inaugurado um Centro de Língua Portuguesa na Universidade de Bucareste (UB). Trata-se do 13º CLP do Instituto Camões, depois de recentemente terem sido inaugurados Centros em Barcelona e Newcastle.
A abertura do CLP-IC de Bucareste reveste-se de especial importância quer pelos laços culturais latinos que unem as línguas romena e portuguesa, quer pelo assinalável desenvolvimento do ensino da língua portuguesa naquele país.
O Presidente do Instituto Camões, Jorge Couto, e o Reitor da UB, Ioan Mihailescu, presidiram à inauguração marcada para as 12H30 locais.
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O responsável do 13º Centro de Língua Portuguesa será António Ferro que até aqui exercia as funções de leitor do IC na UB.
No âmbito desta visita o Presidente do IC manteve reuniões de trabalho com responsáveis, professores e alunos das Universidades de Bucareste e de Constanta.
Jorge Couto visitou igualmente os Liceus Eugen Lovinescu e George Calinescu em Bucareste e Constanta, respectivamente, onde são ministrados Cursos de Português, mantendo reuniões com os respectivos directores e encontros com alunos de Português.
Actividades programadas pelo Centro para 2007
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Universidade de Bucareste ENCONTROS LUSO-ROMENOS: EDIÇÃO DO CLP-IC CAMÕES, LUSIADA, cîntul III, str. 12 Între batrînul Istro si strîmtoarea
MIHAI EMINESCU DINTRE SUTE DE CATARGE Dintre sute de catarge Dintre pasari calatoare, De-i goni fie norocul Nenteles ramîne gîndul
Lucian Blaga, ALEAN De ceasuri, de zile veghez Cu zalele-alaturea drept, Doinind as privi sapte ani de nu m-ar gasi unde sînt De nu as pieri, supt de-un astru
MIRCEA ELIADE, JURNAL, vol. I (1941-1969) Lisabona 1941. Îmi place sa stau, în dupa-amiezile acestei primaveri tîrzii, în Praça do Comércio, pe balustrada Tagelui. Sunt atîtia pescarusi neodihniti care îsi încearca norocul in apele tulburi, galbene, uleioase, ale fluviului-si urmarindu-le zborul scurt, zvîcnit, între un tipat si un salt înapoi, ma trezesc tîrziu, fara gînduri, linistit, departat de mine însumi, întrebîndu-ma cînd s-a transfigurat lumea din jurul meu si a ajuns atît de frumoasa. Nicaieri, în nici o tara, n-am ascultat o chemare mai melancolica, mai sfîsietoare ca a tocilarului din Lisabona. Mesterul acesta obisnuieste sa?si vesteasca trecerea pe strazi suflînd într-un nai scurt citeva sunete de o tulburatoare tristete, lungi, sovaitoare si sugrumate brusc într-o chemare ascutita, ca un cîntec ranit. Tocilarul îsi fluiera deznadejdea mai ales in dupa-amiezile calde, cînd soarele adoarme marii arbori, si o boare sticloasa se prelinge pe caldarîmuri. Parca ar fi ultimul om viu petrecîndu-si jalea într-un oras parasit. Si iarasi îl aud catre apusul soarelui, cînd vazduhul îsi recapata tranparenta si încep sa fumege arborii bine mirositori. Este fara indoiala cea mai desavîrsita expresie a lui saudade.
CAMÕES, LUSIADA, cîntul VII, str. 12,13 Acele noi si crude nascociri: Armenii, tracii, georgienii, grecii |
Universidade de Bucareste ENCONTROS LUSO-ROMENOS: EDIÇÃO DO CLP-IC CAMÕES, OS LUSÍADAS, canto III, estr. 12 Entre o remoto Istro e o claro Estreito
MIHAI EMINESCU DENTRE CENTENAS DE MASTROS Dentre centenas de mastros Dentre os pássaros que migram Podes desprezar a sorte, Desatina a mente, errando,
Lucian Blaga, SAUDADE Há horas, há dias que ando a velar Com a armadura perto de mim, direito, Cantando plangente olharia sete anos se o desassossego do moinho de vento Se, sorvido por um astro, eu não perecesse
MIRCEA ELIADE, DIÁRIO, vol. I (1941-1969) Lisboa 1941. Gosto de ficar, nas tardes deste fim de Primavera, na Praça do Comércio, na varanda do Tejo. Há tantas gaivotas incansáveis que tentam a sua sorte nas águas turvas, amarelas, oleosas do rio - e seguindo com o olhar o seu voo repentino, impetuoso, entre um grito e um salto para trás, acabo por me libertar de pensamentos, tranquilo, alheio a mim mesmo, a perguntar-me quando foi que o mundo em volta se transfigurou e se tornou tão bonito. Em parte alguma, em país algum, ouvi um apelo mais melancólico, mais dilacerante que o do amolador de tesouras de Lisboa. Este trabalhador costuma anunciar a sua passagem pelas ruas soltando duma gaita de beiços, curta, alguns sons duma tristeza perturbadora, longos, hesitantes e bruscamente estrangulados num chamamento agudo como uma canção ferida. O amolador de tesouras sopra o seu desespero sobretudo nas tardes quentes, quando o sol faz adormecer as grandes árvores e uma brisa vítrea escorre pelas calçadas. Parece que é o último homem vivo passeando a sua tristeza numa cidade abandonada. E volto a ouvi-lo ao pôr do sol, quando o ar retoma a sua transparência e as árvores perfumadas começam fumegar. Esta é, sem dúvida, a mais perfeita expressão da saudade.
CAMÕES, OS LUSÍADAS, canto VII, estr. 12,13 Aquelas invenções feras e novas Gregos, Traces, Arménios, Georgianos |





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