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Paulo David recebe Prémio Alvar Aalto 2012
O Museu de Arquitetura da Finlândia apresenta de 4 a 26 de fevereiro uma exposição de desenhos originais e um vídeo sobre a arquitetura do arquiteto português Paulo David (1959), recém-galardoado com a Medalha Alvar Aalto.
A cerimónia de entrega do prémio aconteceu na Gala de Design WDC, no Salão do Sibelius em Lahti, no dia 2 de fevereiro. Em homenagem ao mais famoso arquiteto da Finlândia, Alvar Aalto, a medalha, que ele próprio desenhou, reconhece a excelência criativa no campo da arquitetura.
Paulo David é o décimo primeiro arquiteto galardoado com este prémio e o segundo português, depois de Siza Vieira que o recebeu em 1988.
O prémio é concedido pela Comissão Medalha Alvar Aalto, que representa a Fundação Alvar Aalto, a Associação Finlandesa de Arquitetos/SAFA, a Fundação para o Museu de Arquitetura da Finlândia, a Sociedade Finlandesa de Arquitetura e da Cidade de Helsínquia. A Comissão da Medalha nomeia um júri de especialistas, que escolhem o destinatário da distinção.
Nascido no Funchal, Paulo David formou-se em Arquitetura em Lisboa e tem trabalhado na sua ilha natal desde 2003. A topografia acidentada da ilha está espelhada no estilo da sua arquitetura, que é contemporânea, mas atemporal, local, mas universal. Geograficamente distante do continente, a Madeira é uma ilha vulcânica famosa pela sua beleza e por uma paisagem repleta de contrastes. De entre os diversos projetos em que Paulo David se envolveu, incluem-se residências particulares, empreendimentos turísticos, galerias de arte, museus e piscinas assentes em superfícies de basalto maciço, terraços em que as características da água são subtilmente integradas na paisagem natural e no património arquitetónico da ilha.
Construir na Madeira, diz Paulo David, é como fazer uma refeição fora de casa com ingredientes dispersos: o arquiteto está à mercê da natureza, é forçado a ir buscar novas alternativas e oportunidades, esticando cada centímetro e tendo de remodelar constantemente o espaço. No entanto, afirma que "paradoxalmente, o isolamento geográfico da Madeira permitiu-me ir desenvolvendo o meu trabalho em paz aqui no 'cabo do mundo', independentemente dos desafios do local e da ausência de influências do mundo exterior. A insularidade e o afastamento das grandes metrópoles pode parecer uma desvantagem, mas isso tornou-se no fundamento do meu trabalho como arquiteto ".
Os seus trabalhos mais conhecidos incluem a Casa das Mudas/ Centro de Arte (2004), as Piscinas das Salinas / Piscinas do Atlântico (2004), o Pavilhão do Vulcanismo em São Vicente (2006), a Casa Funchal V (2006) e o Hotel Funchal (2008).
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