Coimbra acolhe “Configurações (im)prováveis. Paulina Chiziane e Ungulani Ba Ka Khosa”

Publicado em terça, 13 janeiro 2015 19:27

A exposição “Configurações (im)prováveis. Paulina Chiziane e Ungulani Ba Ka Khosa”, com fotografias de Filipe Branquinho e de Mauro Pinto, concebida e apresentada no Centro Cultural Português/Camões, I.P. em Maputo, vai ser inaugurada no Colégio das Artes, em Coimbra, dia 15 de janeiro de 2015, às 18:00.

Os escritores moçambicanos Paulina Chiziane e Ungulani Ba Ka Khosa marcam, de forma indelével, o panorama da literatura moçambicana e africana em língua portuguesa.

Em 1987, Ungulani Ba Ka Khosa publicou "Ualalapi", romance sobre o passado colonial e sobre Gungunhana que foi considerado um dos 100 melhores livros da literatura africana do século XX. Paulina Chiziane é a primeira escritora moçambicana negra. Em obras como "Niketche - uma história de poligamia", retrata a vida das mulheres africanas.

A riqueza literária e cultural das obras destes autores incita não apenas à leitura das obras mas também ao estudo de relações entre a escrita literária e outras práticas artísticas. Assim nasceu esta exposição, produzida em Maputo, pelo Centro Cultural Português/Camões, I.P.

Filipe Branquinho e Mauro Pinto, fotógrafos com um percurso internacional, foram desafiados a trabalhar a obra de um destes escritores. Surgiram, assim, duas séries de cinco fotografias: Mauro Pinto visita a obra de Paulina Chiziane, as mulheres moçambicanas e o seu papel em práticas tradicionais; Filipe Branquinho lê Ungulani Ba Ka Khosa, recria espaços a partir do ponto de vista de personagens e evoca a história e a memória de Moçambique. 

Cada série forma uma narrativa. E neste espaço de ficção, fotografia e texto entrelaçam-se de novo, pois cada fotografia coabita com um excerto literário que remete para possíveis leituras. Geram-se, assim, configurações que nos apontam novos caminhos, alguns dos quais aparentemente improváveis.

A exposição “Configurações (im)prováveis” chega agora a Portugal, após ter sido apresentada em Moçambique, nas cidades de Maputo e da Beira. Mostrar esta exposição em Portugal, num espaço de reflexão e prática artística como o Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, é revelador da importância que a literatura e a fotografia moçambicanas têm hoje em Portugal.

A exposição pode ser visitada no Colégio das Artes (Universidade de Coimbra) até ao próximo dia 6 de março.

 

 

 

 

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Camões, I.P.
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