Angola: Lançamento de “Luanda Fica Longe e Outras Estórias Austrais” de José Luís Mendonça

Publicado em sexta, 24 junho 2016 16:57

Terá lugar no dia 30 de junho de 2016, às 18h30, no Camões − Centro Cultural Português em Luanda, numa parceria com a Texto Editora, o lançamento da obra “Luanda Fica Longe e Outras Estórias Austrais”, de José Luís Mendonça, editada pela Caminho. A obra foi apresentada em março último, em Lisboa, por Ana Paula Tavares e Rodrigues Vaz.

Este livro ”reúne dezoito contos, selecionados pelo autor, escritos desde 1983 até aos dias de hoje. Quinze desses contos foram revistos e reelaborados pelo autor ao longo do tempo e os restantes três são absolutamente inéditos (“A fonte de Inspiração”, “A Secretária Dengosa” e Seis Anos”). Trata-se da terceira obra de prosa do autor, depois da publicação de “Os Vinte Dedos da Vida”, em 2003 e “O Reino das Casuarinas”, em 2014.

No estilo dominante a raiar a prosa poética, com recorrente afloramento irónico, o autor constrói um mosaico rico e diversificado, juntando histórias de vida, de quotidianos de bairros de Luanda (Chicala, Cazenga e Boavista), de figuras, de mitos e de sonhos, no contexto pós-independência do país, até à atualidade.

José Luís Mendonça nasceu em Angola, no dia 24 de novembro de 1955, na comuna da Mussuemba, município do Golungo Alto.

Licenciado em Direito pela Universidade Católica de Angola, é jornalista e poeta de profissão, atualmente vinculado às Edições Novembro, E.P., onde exerce ao cargo de diretor e editor-chefe do Jornal CULTURA, quinzenário angolano de Artes & Letras.

Autor de vários livros de poesia, de um conto e de um romance, fez a sua aparição no mundo das Letras Angolanas com Chuva Novembrina, obra à qual foi atribuído em 1981 o Prémio Sagrada Esperança pela INALD – Instituto Nacional do Livro e do Disco.

Em 2005, o Ministério da Cultura atribuiu-lhe o Prémio Angola Trinta Anos, na disciplina de Literatura, no âmbito das comemorações do 30º Aniversário da Independência Nacional, pela sua obra poética Um Voo de Borboleta no Mecanismo Inerte do Tempo. No mesmo ano foi contemplado com o Prémio Notícias Gerais da Lusofonia no Concurso CNN MultiChoice Jornalista Africano.

Em 2015 foi-lhe outorgado o Prémio Nacional de Cultura e Artes na categoria de Literatura, devido à singularidade do estilo e ao valor cultural das temáticas tratadas, tendo instituído o amor como guia da sua produção literária, em torno do qual percorrem diversos outros temas, nomeadamente as relações entre os povos e o poder político, para além de, no conjunto da sua obra literária, associar a política e a ideologia, as interações que a história recente de Angola levanta, as tradições populares e o maravilhoso, bem como a preservação do ambiente.

Tópicos neste artigo:
Camões, I.P.
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