Cuba: Projeto «Filigrana Hoje» em Havana

Publicado em quinta, 06 outubro 2016 20:02

Com o apoio da Embaixada de Portugal em Havana e do Camões, I.P., terá início no dia 9 de outubro de 2016, o programa desenvolvido para o projeto «Filigrana Hoje» pela designer portuguesa Sofia Marques de Aguiar, da Fábrica de Arte Cubana, em colaboração com a Associação de Ourivesaria Contemporânea (PIN) de Portugal. O início das atividades é marcado, às 17h00, pela inauguração da exposição com o mesmo nome na Fábrica de Arte Cubana.

A curadoria é da responsabilidade da professora e investigadora em joalharia contemporânea Ana Campos, ex-Diretora do Curso de Artes da Escola Superior de Artes e Design (ESAD) de Matosinhos.

«Filigrana Hoje» contará com obras de distintos artistas contemporâneos portugueses e com painéis informativos, estando prevista para o ato inaugural uma aula orientada por Ana Campos.

Com uma forte componente pedagógica, o evento prevê ainda três «workshops», em dias consecutivos, orientados pela artista portuguesa Susana Ferreira, formada em joalharia contemporânea na Escola Engenho & Arte, no Porto. Estas oficinas de trabalho e formação são especificamente dirigidas a alunos e professores de distintas instituições académicas, como o Instituto Superior de Desenho (ISDi), a Escola Nacional de Belas Artes San Alejandro e o Instituto Superior de Artes (ISA), tendo a particularidade de dar créditos académicos e assim aumentar a possibilidade de que a «joalharia portuguesa» possa fazer parte do currículo académico de algumas escolas artísticas da capital cubana.

Dando continuidade ao projeto que se denominou «Leveza: Reanimar a Filigrana», desenvolvido em Portugal entre 2003 e 2005 com a ESAD e o Museu do Ouro de Travassos (MOT), Póvoa de Lanhoso, o projeto «Filigrana Hoje» procura também responder à necessidade de dar mais visibilidade a um elemento patrimonial caraterizador da cultura portuguesa, mas de caráter universal, muitas vezes remetido a espaços ou regiões de onde acaba por não sair tantas vezes quantas as desejadas.

Desta vez, cruzou fronteiras e o Sonho materializou-se em Cuba, também ele um país com uma riquíssima tradição nas artes ancestrais e pujante, atualmente, no desenho industrial e de autor.

«O que poderá configurar a filigrana de hoje e do futuro"» é a pergunta que coloca Ana Campos como mote do projeto.

«A resposta» - diz - «corresponderá sempre a artistas e desenhadores de todo o mundo.»

A exposição poderá ser visitada até final do corrente ano.

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Camões, I.P.
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