S. Tomé e Príncipe: Tragédia do Marquês de Mântua e do Imperador Carloto Magno

Publicado em segunda, 26 março 2012 08:53

O Centro de Língua Portuguesa - Instituto Camões e o Departamento de Língua Portuguesa do Instituto Superior Politécnico de São Tomé (ISPST), comemoram o Dia Mundial do Teatro, dia 27 de março, apresentando o Tchiloli, narrativa tradicional santomense, encenado pela Tragédia Formiguinha da Boa Morte, pelas 11h00, no ISPST. O espetáculo tem a duração de 1h30m e a entrada é livre.

O Tchiloli é uma narrativa tradicional santomense, de origem difusa, que recria o romance popular medieval Tragédia do Marquês de Mântua e do Imperador Carloto Magno(1), introduzido em Portugal, no século XVI, por Baltasar Dias , envolvendo um processo de aculturação evidente.

Esta representação dramática é fortemente caracterizada pelos seus anacronismos, sobretudo formais (nos adereços, nas vestes e no texto original ), mas também pelas suas peculiaridades de ordem coreográfica e performativa. A própria adaptação das apresentações da peça a públicos

e a locais distintos, modificando os seus conteúdos consoante as necessidades de tempo e espaço requeridos, fundamenta este princípio de transgressão e mutabilidade que marcam a tradição do Tchiloli.

É habitualmente na estação seca, na Gravana, que o Tchiloli é representado, por diversos grupos teatrais amadores, as tragédias, que se dedicam exclusivamente à apresentação desta peça, sendo formados apenas por elementos do sexo masculino que se sucedem, quase sempre, por ordem de hereditariedade, no desempenho das várias personagens deste auto.

 

(1) Tragédia do Marquez de Mântua e do Imperador Carloto Magno A qual trata como o Marquez de Mântua, andando perdido na caçada, achou a Valdevinos ferido de morte, da justiça que por sua morte foi feita a D. Carloto, filho do Imperador.

 

 

 

Tópicos neste artigo:
Camões, I.P.
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