José Eduardo Agualusa distinguido com o Prémio Literário Fernando Namora

Publicado em quarta, 16 outubro 2013 10:08

O romance “Teoria Geral do Esquecimento”, do escritor José Eduardo Agualusa, é o vencedor do Prémio Literário Fernando Namora, tendo em conta “a escrita ágil de um autor que sabe realizar uma especial economia de efeitos, encontrando uma linguagem em que o português é falado em interceção com outros modos”, segundo o júri.

Esta é a 16.ª edição do galardão instituído pelo grupo Estoril-Sol, em que pela primeira vez foram anunciados os romances finalistas, que além do de Agualusa incluía obras dos escritores Afonso Cruz, Ana Cristina Silva, Julieta Monginho e Rui Nunes, respetivamente, “Jesus Cristo Bebia Cerveja”, “O Rei do Monte Brasil”, “Metade Maior” e “Barro”.

Na sua ata, o júri salienta que esta obra de Agualusa “engrandece o apurado estilo literário da ficção do autor”. O prémio tem o valor pecuniário de 15.000 euros.

O júri foi presidido pelo escritor Vasco Graça Moura, e integrou Guilherme d`Oliveira Martins, em representação do Centro Nacional de Cultura, José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, Maria Carlos Gil Loureiro, pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Maria Alzira Seixo e Liberto Cruz, convidados a título individual e ainda Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, pela Estoril-Sol.

A ação narrativa de “Teoria Geral do Esquecimento” decorre em Luanda e começa nas vésperas da proclamação da independência, no dia 11 de novembro de 1975, quando uma mulher portuguesa decide erguer um muro que a separa do edifício onde mora, acabando por sobreviver isolada durante cerca de 30 anos.

José Eduardo Agualusa nasceu em Huambo, no planalto central de Angola, em 1960, é membro da União de Escritores Angolanos e estreou-se literariamente com “A Conjura” (1989) que lhe valeu o Prémio Sonangol.

Entre novelas, contos e romances, é autor de cerca de 25 títulos.

“Teoria Geral do Esquecimento”, editado o ano passado, é o seu mais recente romance, que sucedeu a “Milagrário Pessoal”.

Com Agência Lusa

 

 

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Camões, I.P.
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