França: Duas gerações de cineastas portugueses no festival de Belfort

Publicado em quinta, 05 dezembro 2013 09:06

Obras de dois cineastas portugueses – um veterano, Manoel de Oliveira, e um recém-chegado, José Magro – estão presentes no 28º festival internacional do Filme EntreVues de Belfort, em França, que decorre até 8 de dezembro.

A película José combustão dos porcos (2013) de José Magro, é projetada a 3 e 5 de dezembro na competição de curtas e médias metragens do festival, que apresenta 12 filmes.

Fora da competição, O Estranho Caso de Angélica, de Manoel de Oliveira, é o pretexto para um ciclo de cinema no âmbito do festival que tem como tema a ‘atração fatal’, «à volta da noção do amor eterno, que joga com a morte, na tradição gótica, mas também com o tempo e o espaço».

Anualmente, o EntreVues «propõe uma programação a acompanhar o filme do programa dos estudantes liceais que têm o cinema como opção». Este ano, esse filme é a película de 2010 de Manoel de Oliveira. Estudantes de toda a França deslocam-se a Belfort, no nordeste da França, para participar nesta proposta pedagógica aberta a todos, segundo os organizadores do festival.

A curta-metragem (18 m) de José Magro, por seu lado, parte da adaptação das muitas histórias que o avô transmontano do realizador lhe contava. «Todos se lembram com nitidez daquela noite dos porcos a arder. O José nasceu na manhã depois, e há quem diga que ele veio daquela queima e se fez homem dos porcos. Desde então, na aldeia, chamavam-no José Combustão dos Porcos», reza a sinopse do filme.

José Magro nasceu em 1991. Estudou som e imagem na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa do Porto, período durante realizou uma curta-metragem documental, Teles, e a ficção José combustão dos porcos.

O festival EntreVues, organizado pelo município de Belfort e a associação Cinémas d’aujourd’hui, posiciona-se, segundo os seus promotores, numa linha que corre «entre o passado do cinema (as grandes retrospetivas patrimoniais) e o seu futuro (a competição internacional dos primeiros, segundos e terceiros filmes)» e que «celebra o verdadeiro tempo do cinema, a arte do presente por essência».

 

 

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Camões, I.P.
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