Camões, I.P. acolhe apresentação de “Pyrene” de Fidelino de Figueiredo

No dia 14 de outubro de 2015, pelas 18h00, o auditório do Camões, I.P., em Lisboa, irá acolher a sessão de apresentação do livro “Pyrene”, de Fidelino de Figueiredo. A obra será apresentada por Rita Aparecida, coordenadora da Cátedra Fidelino de Figueiredo da Universidade do Estado da Bahia.     

Nas palavras de Cleonice Berardinelli, “Fidelino de Figueiredo foi no Brasil, praticamente, o criador dos estudos de Literatura Comparada. Foi ele um dos que mais se dedicaram a aprofundar a crítica comparativa das duas literaturas peninsulares, a de Espanha e a de Portugal”. Segundo a investigadora, Pyrene “é disto um belo testemunho”.

Esta apresentação ocorre no âmbito do Congresso Internacional “Fidelino de Figueiredo – Filosofia e Literatura”, organizado pelo Instituto de Filosofia da Universidade do Porto (RG "Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal") e pela Cátedra Fidelino de Figueiredo, em parceria com o Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., e que decorre entre 12 e 15 de outubro de 2015 no Porto e em Lisboa.

Sobre o autor

Fidelino de Figueiredo (1888-1967) é uma figura exemplar para os estudos que cruzam a Filosofia com a Literatura. Tendo-se afastado do ambiente intelectual português por razões políticas, nunca fez do desterro um refúgio. Antes o aproveitou para alargar os horizontes do seu pensamento. O ensino − em países tão distintos como a Espanha, o Brasil ou os Estados Unidos – libertou-o das amarras do nacionalismo ideológico, tornando-o cada vez mais sensível ao que Goethe chamou um dia a “Literatura do Mundo”, um conceito que só se entende (em 1827 como hoje) se acreditarmos numa filosofia que possa transcender as identidades individuais ou nacionais. Para compreender a sua obra, temos pois de exercitar em nós um espírito comparatista que, no dizer de Cláudio Guillén, exclui os extremos e aprecia a deslocação. A visão que o século XX sobre ele desenvolveu nem sempre valorizou a sua arte ponderada, feita de angústias e dúvidas, de perguntas mais do que de respostas. Os que dividiram a sua obra em duas partes, a de cunho literário e a de crítica filosófica, não entenderam que ele as não dividia: eram partes alternadamente visíveis da mesma moeda. Os que o classificaram pelo seu pendor conservador, dizendo-o "setecentista" ou "oitocentista", acreditavam num modelo amoral para as Humanidades, impedindo-as de qualquer dimensão espiritual para as afirmarem como modernas.

Saiba mais sobre Fidelino de Figueiredo em: http://cvc.instituto-camoes.pt/seculo-xx/fidelino-figueiredo.html#.VhvCl_AYEpp

Camões, I.P.
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