André Alves explora os limites do desenho numa exposição no Camões, I.P.

Numa organização da fundação carmona e costa e da Comissão Fulbright, a sala de exposições do Camões, I.P. acolheu, no dia 5 de novembro a inauguração da exposição de André Alves “Arame farpado/dinamite: o poder da circulação livre”, a qual conta com a curadoria de Sandra Vieira Jürgens.

Na inauguração, que mereceu o acolhimento da presidente do Camões, I.P, Ana Paula Laborinho, estiveram presentes inúmeros convidados, entre os quais Maria da Graça Dias Coelho Carmona e Costa, fundadora da fundação carmona e costa, e Otília Macedo Reis diretora executiva da Comissão Fulbright.

A exposição, que estará patente entre 5 de novembro e 18 de dezembro de 2015, ocorre no âmbito da Bolsa Fulbright /fcc para a realização de um mestrado nos E.U.A. em Desenho na qual o artista plástico participou.

André Alves trabalha sobretudo com o desenho, explorando os limites e as conceções mais expandidas deste meio, através de processos criativos que envolvem múltiplas relações entre as formas plásticas, gráficas e escultóricas, a dimensão física e concreta da escrita bem como a dimensão sensível do discurso poético.

A remissão e a pesquisa em torno de determinados conceitos e noções – como o de orientação e instabilidade – ações presentes desde cedo na sua prática artística, têm sido fundamentais num trabalho que procura desde logo partir de processos e exercícios especulativos em torno das dimensões políticas, filosóficas, culturais, psicológicas e existenciais dessas experiências para as traduzir através de bases metafóricas e plásticas.

De uma forma muito concreta, o artista desenvolve uma relação muito atenta às linhas de desenvolvimento da história, desencadeando uma relação dinâmica com o passado, tal como uma atitude analítica/reflexiva com o presente, delimitando algumas das tendências mais características do mundo contemporâneo.

Neste projeto, alude a diferentes referências da história da contemporaneidade e da modernidade, para indagar determinados aspetos da história coletiva e de organização económica e social, nomeadamente a tensão existente entre os conceitos e as experiências de restrição e liberdade, assumindo diferentes dimensões expressivas, individuais, identitárias, territoriais, coletivas e ideológicas daí decorrentes.

A partir desta base de trabalho, André Alves propõe-se observar e refletir sobre o impermanente, o provisório, a incerteza, a imprevisibilidade, estabelecendo com essas noções uma relação produtiva e aberta que não encerra mas produz novas significações.

 

 

 

 

Camões, I.P.
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