Portugal no Mundo - Camões, I.P. promoveu Seminário de Cooperação Internacional – Desenvolvimento, Cultura, Língua

Decorreu no dia 7 de janeiro de 2016, na sede do Camões, I.P., em Lisboa, o Seminário de Cooperação Internacional, dedicado aos temas do Desenvolvimento, Língua e Cultura.

Na sessão de abertura, a Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação declarou que o governo quer afirmar a cooperação para o desenvolvimento como um "instrumento fundamental" da política externa portuguesa.

Teresa Ribeiro sublinhou que o executivo pretende reforçar a aposta na cooperação portuguesa com o objetivo de lhe garantir "uma marca identitária mais forte, mais apta à internacionalização, com maior diversificação de modelos de financiamentos”.

Apontou como prioridades os países de língua portuguesa, mas sublinhou ser necessário alterar a relação "doador/recetor", avançando para um modelo "baseado em verdadeiras parcerias orientadas para o comércio e o investimento, a consolidação institucional e a capacitação das pessoas".

A governante destacou que se trata de "mudar, mas sem ruturas desnecessárias", reforçando os mecanismos de com a política externa portuguesa, com a agenda internacional e melhorando as formas de coordenação e parceria.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, que dedicou a sua intervenção, na sessão de encerramento, à política da língua portuguesa, sublinhou que importa valorizar esse ativo que não pode ser reduzido ao seu valor económico.

Augusto Santos Silva sustentou que "uma língua tem múltiplas funções, sendo um instrumento de expressão, de comunicação, de pensamento, um veículo de cultura e também um instrumento de trocas, incluindo as trocas comerciais e económicas. E deve ser isso tudo. A política da língua deve ter por base a própria língua. A língua basta-se a si própria, não é para ser apoiada por ser funcional para um objetivo terceiro".

O chefe da diplomacia portuguesa sublinhou que "às vezes, somos obrigados a chamar a atenção para a economia, mas a melhor maneira que temos de chegar à economia é não reduzir ao valor económico os enormes recursos que temos:," considerando ainda que a aprendizagem do português como língua estrangeira é "o caminho mais sólido de consolidar o português como língua global".

O ministro referiu ainda que o Camões - Instituto da Cooperação e da Língua é o principal instrumento de promoção internacional do português, o "pivô de uma rede de responsabilidades partilhadas que inclui as escolas, os politécnicos e as universidades, as autarquias e as fundações, os luso-eleitos em várias sociedades europeias e americanas, os investigadores e professores e os que hoje representam várias centenas de milhares de pessoas que estudam português e em português fora de Portugal”.

Na sua intervenção, o governante destacou o papel do Camões, I.P. pelas diferentes modalidades que encontra para apoiar o ensino do português, não apenas através da rede oficial mas também da cooperação com outras redes conseguindo chegar por esse meio a uma intervenção em 84 países.

No seminário que contou com a presença de muitos chefes de missão, responsáveis na rede externa pela ação cultural e pela cooperação, bem como parceiros de ministérios setoriais, a primeira intervenção esteve a cargo de Jaime Reis Conde, da Comissão Europeia, que abordou as prioridades da polícia europeia de cooperação para o desenvolvimento.

A intervenção de Stuart MacDonald, da Universidade de Edimburgo, foi dedicada às relações culturais externas e diferentes modos de abordagem, seguindo-se apresentação de projetos no domínio da cultura e desenvolvimento: o primeiro envolvendo países da região do Norte de África e Médio Oriente, apresentado por Svetlana Sequeira Costa, a que seguiu Margarida Calafate Ribeiro, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, que expôs diversos projetos relativos aos Patrimónios de Influência Portuguesa e à Literatura de Língua Portuguesa em África.

Na secção Parcerias, intervieram Joana Fins Faria, Subdiretora Geral das Artes, Ana Miranda, do Arte Institute de Nova Iorque, e o historiador e investigador Miguel Bandeira Jerónimo, cuja intervenção se centrou na apresentação da exposição preparada com o Camões, I.P. sobre contextos e protagonistas de Portugal na Grande Guerra.

 

Camões, I.P.
Usamos cookies no nosso site para lhe proporcionar uma melhor experiência de utilização.