Tanta-Terra-Pouca-Terra

Número 141 · 29 de Julho de 2009 · Suplemento do JL n.º 1013, ano XXIX


III Encontro de Teatro dos Leitorados

Teatro da Cidade Branca–Belgrado

 

 

 

Tanta-Terra-Pouca-Terra, o espectáculo apresentado pelo Teatro da Cidade Branca no III Encontro dos Leitorados, «são pequenas histórias dentro de uma história mãe passada algures, numa estação de comboios onde um escritor que usa bigode se cruza com as suas próprias personagens, improvisadas num momento de espera» – assim começa por resumir a peça Joana Câmara, que foi leitora do Instituto Camões em Belgrado, de Outubro de 2007 a Janeiro de 2009, mas que continua ligada ao grupo que fundou em 2008.

 

Número 141 · 29 de Julho de 2009 · Suplemento do JL n.º 1013, ano XXIX


III Encontro de Teatro dos Leitorados

Teatro da Cidade Branca–Belgrado

 

 

 
  Foto JELENA CKONJEVIC
  FOTO JELENA CKONJEVIC
   

Tanta-Terra-Pouca-Terra, o espectáculo apresentado pelo Teatro da Cidade Branca no III Encontro dos Leitorados, «são pequenas histórias dentro de uma história mãe passada algures, numa estação de comboios onde um escritor que usa bigode se cruza com as suas próprias personagens, improvisadas num momento de espera» – assim começa por resumir a peça Joana Câmara, que foi leitora do Instituto Camões em Belgrado, de Outubro de 2007 a Janeiro de 2009, mas que continua ligada ao grupo que fundou em 2008.

 

Ela, André Cunha, o actual leitor, e Mariana Feio, uma docente portuguesa que está na capital sérvia ao abrigo de um protocolo com a Faculdade de Letras do Porto, são os responsáveis pela encenação e direcção de actores desta peça que resulta de uma criação colectiva dos membros do grupo, interpretada por 11 jovens estudantes sérvios e por Mariana Feio, com cenografia e figurinos de Jelena Ckonjevic e Bojana Adamovic, fotografia de Jelena Ckonjevic e Guilherme Bernardo, luz e som de Tiago Vieira e colaboração especial na banda sonora de Mauro Mascioli.

 

As criaturas do escritor, prossegue Joana Câmara, «evocam-lhe memórias de Belgrado, a sua cidade natal, desvendando igualmente paixões e mistérios da ‘ocidental praia lusitana’ – destino do protagonista. O escritor entrega-se ao enlevo da escrita, descuidando que as suas personagens o podem atraiçoar».

 

 

 


O grupo

 

O Teatro da Cidade Branca nasceu em 2008, na Faculdade de Filologia de Belgrado, com As três pessoas ou o senhor Valéry dizia, espectáculo que, partindo do livro O senhor Valéry de Gonçalo M. Tavares, combina teatro e vídeo.

 

A sua primeira criação estreou em Belgrado no Histrion Festival (festival de teatro universitário), tendo sido igualmente apresentada no II Encontro de Teatro dos Leitorados do Instituto Camões, em Oeiras.

 

Este ano, «o grupo optou por uma criação colectiva que passou, essencialmente, pelo processo de escrita do texto dramático, com recolha de universos simbólicos que permitissem edificar ponte de diálogo entre as culturas sérvia e portuguesa», refere Joana Câmara- ex-leitora do Instituto Camões em Belgrado. «A este novo trajecto demos o nome de Pouca-Terra-Tanta-Terra».

Camões, I.P.
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