Punção lombar – Interpretação dos resultados: exame químico, citológico e bacteriológico do líquido cefaloraquidiano

O líquido cefaloraquidiano é o líquido circulante que está em contacto com o sistema nervoso central. A sua análise química, citológica e bacteriológica é realizada através de punção lombar.

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Para que serve

Como se realiza

Quem realiza

Vantagem deste exame face a outro tipo de exame

Como interpretar os resultados

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Várias análises podem ser realizadas ao líquido cefaloraquidiano (LCR), ou liquor, entre as quais a avaliação das suas características químicas. Nestas contam-se a albumina, globulinas, glicose e cloretos, as características citológicas (isto é, células presentes), e a análise bacteriológica com a pesquisa de microrganismos patogénicos.

A análise química e citológica do LCR é realizada após a sua colheita, de uma maneira asséptica através de punção lombar, para 2 ou 3 tubos esterilizados. Este é transportado de imediato para o laboratório onde vai ser processado de forma apropriada e com aparelhagem específica para o efeito.

A análise química visa avaliar a albumina, as globulinas, a glicose (devendo o seu valor ser comparado com o valor da glicose sanguínea) e os cloretos.

A análise citológica visa saber o número e o tipo de células presentes no LCR.

A análise bacteriológica visa pesquisar a presença de agentes infecciosos, identificá-los e, se possível, dizer a que antibióticos eles são sensíveis de modo a orientar a terapêutica para uma cura mais rápida e eficaz.

Para que serve

A análise do LCR tem como finalidade o diagnóstico de doenças do sistema nervoso (como infecções ou hemorragias).

Como se realiza

A análise química e citológica do LCR é realizada após a sua colheita, de uma maneira asséptica através de punção lombar, para 2 ou 3 tubos esterilizados.

Este é transportado de imediato para o laboratório onde vai ser processado de forma apropriada e com aparelhagem específica para o efeito. Os resultados são impressos e interpretados pelo médico.

A albumina pode avaliar-se imperfeitamente pela ebulição do líquido e pela comparação da turvação resultante com o padrão normal ou pode dosear-se usando para o efeito um albuminómetro.

A taxa de albumina normal é de 0,40 g /l. A percentagem de albumina depende da doença e do seu estado evolutivo. Em alguns casos pode atingir valores muito elevados.

As globulinas pesquisam-se pela reacção de Pandy. Num tubo com soluto aquoso de ácido fénico deita-se uma gota de LCR. A intensidade da turvação indica-se com cruzes, indo o seu número aumentando com o aumento da quantidade de globulinas presentes.

A glicose tem uma taxa normal de 0,5 a 0,7 g/l. Nas meningites costuma estar diminuída (pois é consumida pelos microrganismos) e, em certos casos de encefalite, pode estar aumentada.

Os cloretos têm uma taxa normal de 7,3 a 7,5 g/l. Nas meningites agudas estão diminuídas. O doseamento de cloretos tem particular importância na meningite tuberculosa cuja diminuição é sinal de bom prognóstico.

O exame citológico visa contar o número de células presentes no LCR. Esta contagem pode ser feita por meio de um aparelho específico ou podem ser contadas ao microscópio. O número normal de células é de 3 linfócitos por mmc. Se o número de células está aumentado diz-se que há hipercitose e é geralmente indicativo da existência de patologia. No caso de infecções do LCR além dos linfócitos aumentados encontramos também presentes neutrófilos e monócitos. A presença de células neoplásicas é excepcional, mas quando presente é indicativa de cancro.

O exame bacteriológico efectua-se procedendo à realização de culturas de LCR em diferentes meios de modo a verificar ou não a existência de crescimento bacteriano e, portanto, revelar presença ou não de infecção. Podem ainda realizar-se reacções serológicas para pesquisa de anticorpos que são produzidos pelo organismo como forma de defesa contra as infecções.

Quem realiza

A análise das características do LCR é realizada num laboratório de análises, por um técnico especializado.

Vantagem deste exame face a outro tipo de exame

A análise do LCR tem vantagens face a outros exames de avaliação do sistema nervoso (SNC) uma vez que permite uma análise rápida e directa da pressão e aspecto do líquido que banha o SNC.

Como interpretar os resultados

Os resultados das características químicas do LCR devem ser interpretadas por profissionais credenciados.

http://www.vivasaudavel.pt/ProdutoA.asp?Categ=exames&Prod=0000000000000024520&TokenUser=NA&ParentURL= (10-01-2006)