Grávidas devem apostar na prevenção.

As grávidas estão incluídas nos grupos de risco para as infecções urinárias e tendo em conta que a repetição destas pode conduzir a um nascimento precoce, a prevenção torna-se essencial. Assim, é aconselhável após um segundo episódio durante a gravidez recorrer à vacina oral.

Lisboa, 2 de Janeiro – Ser mulher por si só é já um factor de risco para ter infecções urinárias, já que a uretra feminina é mais pequena do que a dos homens, o que facilita a distribuição das bactérias, das quais a escherichia coli é a mais comum.

Além disso, existem fases da vida da mulher que potenciam estas situações, como a gravidez (devido à dilatação natural das vias urinárias e alteração hormonal) e a pós-menopausa (onde pode acontecer atrofia da flora genital e da uretra, quando comparada à idade fértil).

Neste sentido, Fernando Cirurgião, ginecologista do Hospital Francisco Xavier, explica que “é essencial fazer um exame de rotina para identificar alguma infecção urinária, porque apesar de esta ser assintomática nas grávidas, pode provocar o parto prematuro”.

Para além dos exames de rotina, o especialista chama a atenção para o tratamento, “mas como as opções terapêuticas são limitadas para a grávida, há que apostar na prevenção, já que é muito provável que as infecções urinárias se repitam ao longo da gravidez”.

Mediante estudos realizados, Fernando Cirurgião sublinha que “a vacina oral é uma medida profiláctica sem riscos para as grávidas e com óptimos resultados, já que ao reforçar as defesas do organismo, reduz as infecções urinárias recidivas”.

Ainda na vertente profiláctica, Fernando Cirurgião aconselha “a ingestão diária de dois litros de água, urinar frequentemente para manter a bexiga vazia e limpa, assim como manter a higiene diária”.

http://saude.sapo.pt/gc/632227.html(14-02-2006)