Paris: Escrever Angola no feminino, entre História e literatura - Encontro com Ana Paula Tavares, Prémio Camões 2025

Calendario
Camões, I.P.
Fecha
09.11.2026
Ubicación
Paris, França

Descripción

Vai decorrer na Casa de Portugal – André de Gouveia (CIUP), no dia 9 de novembro de 2026, entre as 18h00 e as 20h00, um encontro com a historiadora e escritora Ana Paula Tavares, Prémio Camões 2025, animado por Gonçalo Plácido Cordeiro (Universidade Paris Nanterre) e José Manuel Esteves (Cátedra Lindley Cintra).

Este encontro insere-se no ciclo de seminários “A Língua Portuguesa em Culturas”, organizado pelo CRILUS (Centro de investigação interdisciplinar do mundo lusófono) - Universidade Paris Nanterre, pela C¬átedra Lindley Cintra do Camões, I.P. em parceria com o Leitorado de Português na Universidade de Paris VIII - Vincennes Saint Denis, e a Casa de Portugal - André de Gouveia (CIUP).

Ana Paula Tavares nasceu em 1952 no Lubango (Huíla), em Angola. Historiadora de formação, é doutorada em antropologia histórica pela Universidade Nova de Lisboa (2010) e mestre em literatura brasileira e em literaturas africanas de língua portuguesa pela Universidade de Lisboa (1996).

É autora de uma obra literária prolífica, tanto em prosa como em poesia, grande parte da qual foi publicada em antologias editadas em vários países, bem como de diversos ensaios sobre a história angolana.
Membro da “nova geração dos anos 80”, Ana Paula Tavares é uma das vozes femininas angolanas que, desde sempre, tem manifestado uma grande preocupação com a condição das mulheres em Angola. A sua utilização da linguagem poética através de um “sujeito poético” feminino constitui um veículo de denúncia, afirmação e libertação do fardo tradicional, considerado um jugo opressivo para a mulher africana nos seus diversos contextos sociais e culturais. Em 2025, foi-lhe atribuído o prestigiado Prémio Camões pelo conjunto da sua obra. O júri elogiou o “percurso criativo fértil e coerente» da autora e, em particular, «a sua vontade de devolver toda a dignidade à poesia”. O júri salientou igualmente a dimensão antropológica e a perspetiva histórica presentes nos seus escritos líricos, narrativos e cronísticos.