Xangai: Diálogo Criativo sino-português sobre cerâmica e residências artísticas
Description
Que linguagem nasce quando a argila e o esmalte se encontram no fogo de um forno estrangeiro? É a partir desta pergunta que, no dia 28 de agosto de 2026, às 15h00, o artista visual português Manuel Seita e o artista chinês Ye Fan irão realizar um diálogo sobre cerâmica e residências artísticas.
Os dois criadores partilharão as suas experiências de residência artística nos países um do outro, cruzando os fornos milenares de Jingdezhen com os claustros dos conventos do Alentejo, em Portugal, e os estúdios de Taoxichuan com a praça da vila de Torrão. Ambos contarão como a residência transformou a linguagem da criação e como os materiais ganham uma nova temperatura quando atravessam fronteiras e se encontram numa experiência de migração intercultural.
A entrada é livre e aberta ao público. As inscrições estão disponíveis aqui.
Esta atividade, que será em chinês e português, é organizada pelo Consulado-Geral de Portugal em Xangai e tem o apoio do Camões, I.P. e do FICS Xinhua 365.
Sobre os artistas
Manuel Seita
Artista visual e ceramista português. Em 2026, participa na residência artística «Programa das Aves Migratórias» no Taoxichuan Art Center, Jingdezhen, com o apoio do Consulado Geral de Portugal em Xangai, do Camões I.P., da Fundação Oriente e da CCDR Alentejo/Cultural. Anteriormente, residiu no Estúdio Internacional de Cerâmica de Kecskemét (Hungria), no Simpósio Internacional de Cerâmica de Panevėžys (Lituânia) e no Simpósio Internacional de Cerâmica de Kohila (Estónia). A sua exposição individual recente, Fragmentos do Universo, foi apresentada na Galeria Municipal de Arte Contemporânea de Serpa e no Palácio D. Manuel em Évora. As suas obras integram coleções como o Museu Cívico de Arte de Panevėžys (Lituânia) e o Estúdio Internacional de Cerâmica da Hungria.
Ye Fan
Licenciado pela Academia de Belas Artes da China, trabalha com instalação e pintura. Em 2025, foi convidado pela Fundação DaST para uma residência artística em Lisboa e na aldeia de Torrão, Portugal, onde criou várias obras site-specific, como Montagem Torrão, Reconstruir o Mosteiro, Recuperar a Fé e A Cor do Horizonte, centradas na memória cultural local e na participação comunitária. Nesse mesmo ano, concluiu também uma residência no Swatch Peace Art Center, em Xangai. A sua prática enraíza-se numa observação cultural do tipo "迷楼" (labirinto-pavilhão), desenvolvendo um sistema visual de "montagem material", que justapõe e sobrepõe diferentes culturas regionais. O seu trabalho encontra-se em coleções como o Swatch Art Center, a Fundação DaST (Europa) e o Asian Art Research Institute de Chicago.
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