Luxemburgo: Exposição "Stardust Village", de Keong-A Song

Data
31-01-2023 - 27-04-2023
Localização
Centro Cultural Português no Luxemburgo
Tópicos neste artigo:

Descrição

Com o apoio do Camões, I.P., a Embaixada de Portugal e o Camões - Centro Cultural Português (CCP) no Luxemburgo têm o prazer de anunciar a exposição "Stardust Village", de Keong-A Song, que estará patente no Camões - CCP Luxemburgo, de 31 de janeiro a 27 de abril de 2023.

No dia 31 de janeiro de 2023, às 17h45, terá lugar a cerimónia de boas-vindas Amis des Musées du Luxembourg, por Adília Martins de Carvalho, diretora do Camões - Centro Cultural Português no Luxemburgo, seguida de uma visita guiada, em francês, na presença da artista, Keong-A Song, e da abertura da exposição, às 18h30.

"Histórias do mar e da terra (Sagres, Cabo da Roca), oliveiras milenares (Oliveira do Mouchão 3350 anos), ruínas e edifícios abandonados (São Domingos, Miradouro Panorâmico de Monsanto), rituais e tradições locais (Festa dos Tabuleiros, Corrida de toiros), motivos folclóricos e arquitectónicos, pedras de pé (Cromeleque dos Almendres), personagens de carnaval (Entrudo Lazarim, aldeias de xisto de Góis, Queima do Entrudo) florestas e fauna subaquática omnipresente, paisagens ardentes, campos secos, sol brilhante, calor intenso, luz ofuscante, céu e nuvens a perder de vista num horizonte infinito são memórias, memórias fragmentadas, que trago comigo constantemente, deste país que tantas vezes visitei. Portugal representa para mim uma energia transbordante, cheia de vida onde a minha imaginação não tem limites. A forte relação entre pessoas, animais e plantas está muito presente e inspira-me fortemente no meu trabalho.

Ao revisitar esta realidade, criei "Stardust Village" que é um novo mundo imaginário inspirado pela realidade, como se fosse visto através de um caleidoscópio para descobrir micro porções multiplicadas, poeira de estrelas, coisas explodidas a flutuar no cosmos. Também tomei como ponto de partida o que se passa à nossa volta na sociedade de hoje - a nossa necessidade de nos religarmos aos outros, à natureza, aos espaços naturais, aos animais e à vegetação - para reconstituirmos um misterioso universo onírico, uma constelação de vidas e atmosferas dos quais nos apercebemos como se estivéssemos a navegar num mundo paralelo ao nosso. Nas minhas obras, todos estes conhecimentos e desvios se ligam, de modo hiper-conectivo, numa mistura com as novas tecnologias, num futuro incerto onde a esperança conta e depende dos seres vivos." - Keong-A Song

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