Arrancou hoje, dia 26 de outubro de 2026, em Lisboa, a 10.ª Reunião Internacional sobre Cooperação Triangular, organizada pelo Camões, I.P. e pela OCDE.
Na sessão de abertura, Ana Isabel Xavier, Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, reafirmou a cooperação triangular como um instrumento estratégico da política externa portuguesa, assente em parcerias horizontais, confiança mútua, apropriação local e responsabilidade partilhada.
A manhã foi dedicada aos resultados da cooperação triangular, com testemunhos de países e organizações parceiras, que destacaram a importância de transformar a aprendizagem partilhada em políticas mais eficazes, instituições mais robustas e melhores condições de vida para as populações.
Pilar Garrido, Diretora da Direção de Cooperação para o Desenvolvimento da OCDE, defendeu o reforço das evidências e do impacto das parcerias, enquanto Dima Al-Khatib, Diretora do UNOSSC, salientou o potencial destas experiências para influenciar políticas públicas e mobilizar recursos.
Durante a tarde, o debate centrou-se na cooperação triangular em contextos de fragilidade e conflito. Jorge Moreira da Silva, Diretor Executivo do UNOPS, destacou que os países afetados por crises são também fontes de conhecimento e soluções, sublinhando a necessidade de associar a partilha de experiências ao financiamento e à capacidade de implementação.
A principal mensagem do primeiro dia foi clara: a cooperação triangular deve demonstrar resultados concretos e gerar impacto sustentável na vida das pessoas.
Os trabalhos prosseguem amanhã, dia 27 de outubro, com debates sobre transformação digital inclusiva, novas parcerias estratégicas e o futuro da cooperação triangular, incluindo o diálogo LAC-DAC Co-Lab.


Fotos: © Camões, I.P.